segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A PEDRA


 A pedra

Rogel Samuel


somente meus dedos na muralha
sentindo as marcas das chuvas velhas
falsos sabres das águas, luzes
roucas louras lantejoulas
pedaços de lixa, fragmentos
de centímetros de aço
desejos fáceis, aves
o mistério nas respostas
filtros finos, sinos
sussurros nesses escritórios
do vão que era opaco
onde só vejo sombras caladas
onde a verdade não abre sua porta
onde só pedras empilhadas
e a verdade não fala, está morta


quarta-feira, 27 de março de 2013

TERRA DE BELOS POEMAS

ó terra de belos poemas
te vejo nos finos trilhos
o amor passou por aqui
amados esquecidos na gare
a aliança dessas terras
que faremos nós?
do fundo de tuas filhas
nas orientais de olhos sagazes
eu quero teu belo bolero
a tua cinta e camisa
ó bicicletas acrobáticas
o teu relógio
marca na floresta negra
teu passo e tua rede
não passará
Frankfurt, 1998

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

domingo, 13 de novembro de 2011

ITACOATIARA

ITACOATIARA


Rogel Samuel



pedra gulosa
boa prosa
tua rosa

mundo da lua
fundo da tua
amizade

teu sorriso friso
tua pura imagem
me invade

e contigo sonho
num luar parado
prateado

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

transforma-se o amador em terrorista

transforma-se o amador em terrorista
e sua inês fálica na pista
em seus braços onde levará?
interdita por preservativos
sua beatriz de amor armada
quando ama mata o amado
punhal pelúcia escondida
eles se encontram na vida
com amor com ódio com cida
maquilagem fementida
salto alto escorregadia via
no vão da escada se masturbam vivos
gameta estrela circunstância pia
nos cines pornôs e hotéis baratos
eles se ajoelham escondidos.
suas crianças desde que perdidas
tão perigosas assaltantes nuas
à noite transadas pelas ruas
por milicianos que a querem vivas
contaminadas nas suas mágicas rotas
de polícias especializadas
no desejo na espera e nessa dor
erotizadas dos primeiros gozos
postais sextantes dessa corja aziaga
de escória e de glórias clandestinas
guirlandas estupradas nesses montes de lixo
de restos de hospitais a flor da morte
(dia virá em que os amantes
serão caçados a bala)

Rogel Samuel

manaus, por que sete portas

manaus, por que sete portas
se fecham para o cantor?
ó monstruosidades mortas
de mim tirai esta dor
e a lâmina d'água que corta
o percurso sonhador
e as britadeiras abelhas
rosas do meu amor:
cobrem-me os ombros os medos
aqui não serei feliz
revelam-me o segredo
que franco é o amazonas
quão falso é o seu beijo

Rogel Samuel

CAPRICÓRNIO

CAPRICÓRNIO

CABE O ESFORÇO À CABRA:
PRECIPÍCIO & PLANO
AGÜENTA & AMARRA