segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A PEDRA


 A pedra

Rogel Samuel


somente meus dedos na muralha
sentindo as marcas das chuvas velhas
falsos sabres das águas, luzes
roucas louras lantejoulas
pedaços de lixa, fragmentos
de centímetros de aço
desejos fáceis, aves
o mistério nas respostas
filtros finos, sinos
sussurros nesses escritórios
do vão que era opaco
onde só vejo sombras caladas
onde a verdade não abre sua porta
onde só pedras empilhadas
e a verdade não fala, está morta


2 comentários:

Márcia Sanchez Luz disse...

Belíssimo poema, amigo Rogel! Como dói constatar que a verdade esteja, de fato, morta...

Beijos

ROGEL SAMUEL disse...

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