segunda-feira, 8 de novembro de 2010

POEMA EXTRAÍDO DE UMA PROSA DE LEILA MICCOLIS


POEMA EXTRAÍDO DE UMA PROSA DE LEILA MICCOLIS

Um fim-de-semana leve, suave e claro
como sempre maravilhoso.
Eu estava com sérias dúvidas,
mas não é bem assim
Um fim-de-semana leve, suave e claro
Você como sempre maravilhoso.
Eu estava com sérias dúvidas, porque o que chamam de rompimento
representação imitativa
- conceito quase onipotente até meados do século XVIII
mas o texto aclarou bastante o tema.
Eu estou fazendo um dia
(por vezes enorme, 17, 18 páginas)
de cada um dos sete dias da semana
tópicos constantes da prova.
A crise da vida só tinha 7 dias.
no sétimo ela descansou
Agora ela estará completa, eterna.
Obrigada pela alegre notícia
Um fim-de-semana leve, suave e claro para você.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Dias das mães


Dias das mães

Rogel Samuel


Que dirá no dia das mães?
Que ou como fazer a releitura em desenho da mãe?
Mãe protetora ou geradora mãe da vida?
Mãe que dá o leite da existência, a mãe fonte da onda, do tempo, da luz, da força?
Mater dolorosa do Cristo, mãe de todos nós...
Mãe-terra, mãe-água, mãe do universo...
Mãe anjo da guarda, mãe das coisas divinas e terrenas,
Mãe morta há muito tempo mas muito viva, mãe viva, mãe vida!

domingo, 4 de abril de 2010

Vozes que ouvi no passado















Vozes que ouvi no passado

Rogel Samuel



Vozes que ouvi no passado
falando-me desse tema
repassam-me tais coisas
desse teor e lema
o perdido no passado
sem pátria nem destino
sem o breve e o lento
momentâneo acontecer...
passantes falantes viventes
foram essas vozes passadas
o refazer da imagem:
de onde vens e para quê?
e por que levantar o depósito
do que mantido deveria ser
por que ouvir de novo, porquê?
Cuidado, oh cuidado!
De que maldito arquivo
tais falas me fazem ser?
Por que não me deixas no alívio
daquelas cenas esquecidas
para que servem essas vistas
e aquelas tristes visitas
as sedas que vestem o corpo
morto, e as ressecadas toalhas
os castiçais tão deveras
os mortos rostos rever
oh vozes que ouvi no passado
que me entristecem apenas
com esmaecidas cenas
relâmpagos do que já foi
isso não tem mais valor
que não seja fazer crer
de que tudo valeu a pena
mas meu Deus tanta gente
por essa cena passou
tanta gente morreu
quanta, quantos mortos quantos
no esquecido cimento
da pele fria, mas quantos
de repente me vejo os mortos
em seu pálido desfilar
e os que ainda vivos
que pressinto seu passar
oh vozes, oh visões da verdade
que desse presente passado
não me deixam esquivar
que tamanha crueldade
fazem comigo então
não me deixando esquecer
que de tortura aparecem
falando-me internamente
repassando tais cenas
de que estou afastado