domingo, 17 de maio de 2009

e eu bebo veneno pelos olhos
















e eu bebo veneno pelos olhos
quando vejo a tua forma de partir
que ela se torna numa larva preta
a espuma do mar fervente em cada mão
o desiderato rumo dessa casa feita
a linha errada em cada palma, o não
estarmos à roda desfibrada estreita
limita o mar que nos fareja o cão.
distúrbio funcional, minha malignidade
espectro desse quarto quando um morto
vagueava entre vivos a nos aterrorizar
humores, forma aquosa, vítrea,
e cristalina capa de estampadas letras.
eras superfície, punção, a gata morta
no leva e traz das ondas da maré
marco divisório de teus passos.

(Bournemouth, UK, 19 de agosto de 2007)

2 comentários:

samuca santos disse...

poemaço, xará!
a leila tem razão: você é.
posso postar este poema no meu bloguinho?
será uma honra...
abç

ROGEL SAMUEL disse...

muitíssimo obrigado, amigo, pelas palavras, pela visita, pela postagem no seu blog...