quinta-feira, 23 de abril de 2009

poema de 22/10/1999





(Foto de R. Samuel: Opera house, em Sydney, Australia)




há entre a taça e a xícara
vaga da tua para-
da. calada toalha
vidro ladrilho
litro e do bule quente
nu sobre o sombrio limbo
perfume aéreo de café
discurso vozes horizonte cartas pernas abertas
mas objetos plenos
em gozo integrados
um nó
um único nó
da não separação da não
divisão do pão
núcleo liso imóvel novo
interseção de pontos
o vir vivido
não condicionado
não nascido

(22/10/1999)

3 comentários:

Jefferson Bessa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jefferson Bessa disse...

O que se faz liso está ainda por vir. Vem no vir do vivido de uma objetividade vivida pelo olhar existencial que faz eternamente novo o que se vê. Tudo se torna inseparável em "nó". Muito lindo, amigo!

Um abraço

ROGEL SAMUEL disse...

obrigado, poeta amigo, pela leitura e por compreenjder o nó que envolve aquela cena e o reduz, e o resume. obrigado e felicidades na sua vida poética, na sua excelente poesia.