segunda-feira, 23 de março de 2009

Onde andará o poema?

Onde andará o poema?


Rogel Samuel


Estou numa Lan-house, um pouco quente, e vim ao blog para dar conta de uma coisa: minha postagem diária.

Rubem Braga produzia suas melhores crônicas quando não tinha assunto. Ele era o mestre. Um dia entrou pela manhã, bêbado, na nossa faculdade de letras. Entrou na biblioteca, falava alto.

- Vocês têm meus livros? gritou.

Ivete, a diretora da Biblioteca, mandou que os serventes expulsassem aquele bêbado.

- Mas é o Rubem Braga, dissemos.

E fizemos uma roda em torno dele e ele falou de sua vida particular, íntima, desabafou, quase chorou, contou coisas que não se podem publicar.

Quando eu o chamei de Embaixador, ele se irritou. Ele tinha sido Embaixador do Brasil, recente.

No fim apaixonou-se por nossa colega e minha amiga até hoje, Maria Alice Capucci, que é uma loura belíssima.

Escreveu um poema para ela. Onde andará o poema?

4 comentários:

Jefferson Bessa disse...

A leveza dessa crônica nos faz reler o texto por inteiro. Onde andará o poema?

Um abraço, amigo!
Jefferson.

Maria Costa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maria Costa disse...

Como um enigma, cuja chave está dentro de cada um de nós...

ROGEL SAMUEL disse...

OBRIGADO, AMIGOS, PELA GENTILEZA DA VISITA-LEITURA QUE MUITO ME HONROU.